{"id":277,"date":"2020-09-23T15:09:51","date_gmt":"2020-09-23T15:09:51","guid":{"rendered":"https:\/\/paraquaria.org\/historia\/?p=277"},"modified":"2020-09-24T15:18:17","modified_gmt":"2020-09-24T15:18:17","slug":"rio-da-prata-entradas-e-saidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/paraquaria.org\/historia\/2020\/09\/23\/rio-da-prata-entradas-e-saidas\/","title":{"rendered":"Rio da Prata: Entradas e Sa\u00eddas."},"content":{"rendered":"\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><\/h1>\n\n\n\n<p>A Hist\u00f3ria dos in\u00edcios da configura\u00e7\u00e3o colonial do Rio da Prata \u00a0pode resultar um pouco confusa pela quantidade de tentativas que o imp\u00e9rio espanhol fez para adentrar neste territ\u00f3rio, tomar posse e passar a domin\u00e1-lo.<\/p>\n\n\n\n<p>A maior parte das explora\u00e7\u00f5es de descobrimento territorial e conquista das popula\u00e7\u00f5es na Am\u00e9rica foi feita pelos colonizadores incursionando pelos cursos de \u00e1gua. Rios levavam \u00e0s popula\u00e7\u00f5es nativas que, geralmente, habitavam pr\u00f3ximas a esses. Ao mesmo tempo, constituem trilhas que guiavam o adentramento nos territ\u00f3rios ignotos. No Rio da Prata, que na verdade s\u00e3o tr\u00eas grandes rios, o Paraguai, Paran\u00e1 e Uruguai, esses caminhos de \u00e1gua tamb\u00e9m foram as vias naturais para as explora\u00e7\u00f5es de conquista e coloniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas esse processo colonizador, particularmente no Prata, foi feito n\u00e3o somente de fora pra dentro, como no resto da Am\u00e9rica, mas tamb\u00e9m de dentro pra fora. O que faz com que essa Hist\u00f3ria, logo nos seus prim\u00f3rdios, seja bastante singular, como tamb\u00e9m ser\u00e1 nos dois s\u00e9culos posteriores.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O processo de conhecimento e coloniza\u00e7\u00e3o pode ser compreendido a partir de dois movimentos de explora\u00e7\u00f5es e funda\u00e7\u00f5es: um que se d\u00e1 de fora para dentro do continente e que se inicia a partir do porto de Buenos Aires;&nbsp; e outro de dentro para fora, tendo como sede matriz a cidade de Asunci\u00f3n,&nbsp; tamb\u00e9m seja conhecida como \u201cMadre de ciudades\u201d, pois muitas dessas primeiras cidades desse eixo colonial foram fundadas por habitantes de Asunci\u00f3n.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>De fora pra dentro<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Na segunda d\u00e9cada ap\u00f3s o \u201cdescobrimento\u201d da Am\u00e9rica, a pressa por avan\u00e7ar na explora\u00e7\u00e3o e conhecimento de novos territ\u00f3rios se intensifica, seja por quest\u00f5es geopol\u00edticas de expandir os dom\u00ednios imperiais, pois quem chegasse primeiro poderia reclamar para si os territ\u00f3rios descobertos , como tamb\u00e9m por algo que justificava e promovia essas explora\u00e7\u00f5es: a motiva\u00e7\u00e3o original de encontrar um caminho alternativo para as \u00cdndias. Sabemos que o descobrimento da Am\u00e9rica foi tanto um acidente, um trope\u00e7o mar\u00edtimo, e que o nome que foi dado para as pessoas que habitavam nela um erro: \u00edndios.<\/p>\n\n\n\n<p>Equ\u00edvocos e erros a parte, os \u201cdescobridores\u201d continuaram, insistentemente, a procurar um caminho que, por ventura, atravessasse ou contornasse essa ilha que s\u00f3 aumentava de tamanho, a Am\u00e9rica do Sul, e que pudesse lev\u00e1-los \u00e0s \u00cdndias Orientais, ao encontro das especiarias e outras riquezas que tanto tinham motivado a procura de um caminho alternativo para elas.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Isso levou os Reis Ib\u00e9ricos, da Espanha e Portugal, e depois de outros reinos, durante a primeira metade do s\u00e9culo XVI, a lan\u00e7ar, nos extensos oceanos, armadas ou comboios de navios financiados pelos exploradores ou grupos particulares atrelados a eles. Com rela\u00e7\u00e3o a isso cabe lembrar que, com as novas descobertas al\u00e9m mar, houve uma grande aflu\u00eancia de capitais privados para a Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, de poderosos grupos alem\u00e3es e italianos, em muitos casos de origem protestante e judaica, mas para os quais sua verdadeira devo\u00e7\u00e3o era o ac\u00famulo de capitais. Em boa parte, s\u00e3o esses grupos, nalguns casos&nbsp; de f\u00e9 contr\u00e1ria ou diversa dos ib\u00e9ricos, que v\u00e3o financiar a conquista cat\u00f3lica dos novos mundos. N\u00e3o deixa de ser uma ironia, mas os grandes capitais na Hist\u00f3ria n\u00e3o ligam muito para identidades religiosas ou de outro tipo, o que importa \u00e9 estar presente nos grandes neg\u00f3cios mundiais. Assim se d\u00e1 in\u00edcio ao que se conhece como economia global ou globalizada.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre esses primeiros exploradores, temos um elenco diversificado de navegantes sob a ordens do Imp\u00e9rio Espanhol, o qual, desde o in\u00edcio, apelou para contratar estrangeiros no comando das suas expedi\u00e7\u00f5es explorat\u00f3rias. Em parte porque n\u00e3o tinham desenvolvido comandantes t\u00e3o bem treinados quanto os portugueses e genoveses, por exemplo. Esse foi o caso do seu primeiro grande comandante, Crist\u00f3v\u00e3o Colombo, genov\u00eas, mas tamb\u00e9m Magalh\u00e3es, portugu\u00eas, que passou a se chamar Magallanes&nbsp; e do Giovani Caboto, que era genov\u00eas mas naturalizado em Ven\u00e9cia e depois radicado em Bristol, na Inglaterra, onde depois do seus fracassos ao servi\u00e7o da Espanha, se torna um dos fundadores do poder mar\u00edtimo do nascente imp\u00e9rio mar\u00edtimo da Inglaterra. Os outros exploradores, que tamb\u00e9m foram denominados pelo cargo de Adelantados da Coroa espanhola, foram espanh\u00f3is com trajet\u00f3rias e experi\u00eancias inusitadas, como a do Cabeza de Vaca que antes de vir para a Am\u00e9rica meridional perambulou pela septentrional atravessando-a quase toda desde a Fl\u00f3rida at\u00e9 a Calif\u00f3rnia para chegar finalmente ao M\u00e9xico. N\u00e3o menos significativo foram Pedro de Mendoza, pertencente a uma das fam\u00edlias mais ricas da&nbsp; Espanha cujos insucessos s\u00e3o quixotescos, e o primeiro deles, o piloto maior&nbsp; de Fernando de Arag\u00e3o: Juan de Solis, que fez v\u00e1rias viagens explorat\u00f3rias, mas acabou sendo massacrado pelos nativos.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Hist\u00f3ria dos in\u00edcios da configura\u00e7\u00e3o colonial do Rio da Prata \u00a0pode resultar um pouco confusa pela quantidade de tentativas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-277","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/paraquaria.org\/historia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/277","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/paraquaria.org\/historia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/paraquaria.org\/historia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/paraquaria.org\/historia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/paraquaria.org\/historia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=277"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/paraquaria.org\/historia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/277\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":286,"href":"https:\/\/paraquaria.org\/historia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/277\/revisions\/286"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/paraquaria.org\/historia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=277"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/paraquaria.org\/historia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=277"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/paraquaria.org\/historia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=277"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}